Terapia Ocupacional e Comunicação Alternativa
- Rayssa Béder
- 15 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jan. de 2022
Você já parou e pensou sobre o papel da comunicação na rotina e no desempenho de papéis ocupacionais? Pois é! E se eu te contar que existe uma atividade de vida diária chamada gerenciamento de comunicação? Vem entender comigo!
O gerenciamento de comunicação enquadra-se como uma atividade instrumental de vida diária e envolve três etapas centrais, que são receber, enviar e interpretar informações utilizando diferentes sistemas e equipamentos desde adptações para escrita, manejo de smartphones e tablets, teclados adaptados, computadores e notebooks, sistemas de comunicação, luzes de chamada, escrita em braile, dispositivos de comunicação para surdos, assistente digital... entre tantas outras possibilidades! O que precisa ficar claro é que na sua avaliação, terapeuta ocupacional, você também precisa compreender de que forma a comunicação acontece durante o dia a dia e analisar as possibilidades, em parceria com a equipe interdisciplinar, para potencializar a comunicação com enfoque na promoção do engajamento ocupacional.

Comunicação Alternativa é quase que sinônimo de interdisciplinaridade, para escolher e implementar um sistema também é preciso que o terapeuta ocupacional realize avaliações específicas e participe das etapas de implementação que, geralmente, são:
1. Escolhas de símbolos, podendo ser fotografias, desenhos, pictogramas específicos para comunicação alternativa e/ou gestos complementares.
2. Dispositivos de Tecnologia Assistiva que podem ser de baixa ou alta complexidade e compreendem um universo de possibilidades desde cartões com símbolos, pranchas de comunicação em papel, tablets e computadores que permitem o uso de sistemas e programas de comunicação alternativa, bem como recursos auxiliares, quando necessário, para que o usuário tenha o máximo de autonomia e independência possível durante o uso do sistema.
3. A escolha da técnica ou modalidade de seleção dos símbolos, que pode ser direta a partir do olhar, do apontar ou indireta que poder ser meio se sistemas de varredura, por exemplo.
4. E por fim, a etapa que equipe interdisciplinar, família e escola precisam participar e vestir a camisa: modelagem... Isso mesmo! De que adianta tanto estudo e trabalho para seleção e implementação de um sistema de comunicação alternativa se a criança não tem parceiros de comunicação que sabem como utilizar e promover situações de comunicação favoráveis que sejam focadas na criança e não no recurso?
Fonte: PFEIFER, L. I.; SANT’ANNA M. M. M. Terapia Ocupacional na infância: procedimentos para a prática clínica. São Paulo: Memnon, 2020.
Crianças com necessidades complexas de comunicação precisam de intervenção em tempo oportuno para que possam desde pequenas expressarem suas ideias e vontades, mesmo que não seja possível pela fala. Afinal, quem aqui só se comunica através da fala? Sem falar no papel da comunicação alternativa na alfabetização e desempenho escolar, que é conteúdo para outro post!
Você tem dúvidas sobre o tema? Deixe no comentários.



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